quarta-feira, 11 de setembro de 2013

consolo que não quero

Minha vó me contou que o recente é uma flor.
E que sempre vai existir consolo em todo trecho e todo o verso. Mas consolo é resposta para o triste e eu quero estar feliz! Estar porque fui proibido de ser qualquer coisa. Então, estou eu, estou Felipe.
Chega de teoria, pois bem. Não receio, não duvido, mas sinto. O direito de sentir está cravado em mim de maneira que ninguém mais pode tirar, nem mesmo eu – confesso, já tentei- não sentir parece atraente, mas sei do tédio da neutralidade cinza de um coração vazio.
Pois é, pois é. Coração agora está cheio. Lotado. E o antigo é relíquia. Frágil e valiosa relíquia.

Devo escolher o que mantenho quente e saudável? O laço ou eu. O laço que vira nó. Não, não, o laço permanece suave! E eu não me permito escolher, não quero, não vou. O que eu cuido vai cuidar de mim.